MEDITAR DURANTE A PANDEMIA: 3 MANEIRAS SIMPLES E FÁCEIS PARA COMEÇAR A PRATICAR EM CASA

MEDITAR DURANTE A PANDEMIA: 3 MANEIRAS SIMPLES E FÁCEIS PARA COMEÇAR A PRATICAR EM CASA

Todos nós temos vindo a descobrir maneiras diferentes de nos cuidarmos enquanto estamos em quarentena,  quer seja caminhar, cozinhar, ler ou ver televisão, etc.

Pessoalmente, a meditação tem sido extremamente benéfica para o meu bem estar mental e emocional.

Dedicar algum tempo num espaço tranquilo para verificar como estou a sentir-me e reconhecer qualquer tipo de stress ou preocupação, ajuda a centrar-me e a relaxar.

Para muitos de nós, cuja ansiedade foi aumentada pela pandemia, Mindfulness pode ser uma fonte de positividade e clareza.

Um dos maiores benefícios da meditação é o de mudar nossa perceção de que, quando as coisas são desafiantes, são más. Sempre  que fazemos uma pausa, respiramos conscientemente e reconhecemos que estamos a dramatizar, a dispersarmo-nos em pensamentos,  querendo que as coisas sejam diferentes, (a nossa perspetiva) realmente começa a mudar.

Se nunca experimentou meditar, sugiro-lhe aqui três maneiras fáceis para começar em casa.

Encontre uma prática de meditação que funcione para si

Para quem está a começar, uma meditação simples e fácil de experimentar é a “meditação da bondade amorosa” (loving-kindness), cujo propósito é demonstrar compaixão por nós mesmos e pelos outros.  Comece por desejar em silêncio o seu bem-estar – “Que eu seja feliz, que eu seja saudável, que eu esteja bem” – e depois manifeste esta mesma intenção a alguém de que gosta muito, a um desconhecido, a uma pessoa com quem tem uma relação difícil e por último a todas as pessoas.

Ao desejar estas boas emoções a todos os seres, pense também em pessoas que estão na prisão, pessoas em campos de refugiados, pessoas em extrema pobreza ou dificuldade – pessoas com quem, numa situação normal, não se cruzaria.

ou

Faça alguns ciclos de respiração consciente (inspire e expire pelo nariz, sendo a expiração um pouco mais longa) e a sua mente vai ficar inevitavelmente mais tranquila.  Vai começar a sentir alguma paz, e aí,  imagine que a sua mente é um céu aberto e todos os pensamentos são nuvens que se movem nela. (Como alternativa,  imagine a sua mente como um oceano e os pensamentos, ondas na praia.) Em vez de se deixar envolver neles, simplesmente reconheça que estão lá e observe-os, a afastarem-se como nuvens ou ondas. Ao observá-los com um certo distanciamento, promove uma higiene mental e com isso ganha tranquilidade e calma interior.

Crie uma rotina 

Na prática formal, é tradicional sentar-se no chão ou num puf de meditação.

Mas estando em casa, o mais importante é encontrar um espaço tranquilo onde se sinta confortável. Pode perfeitamente sentar-se no sofá ou na cama, no jardim (se o tiver) ou num canto da sala.  E não tem que ser durante muito tempo: Comece com 5 minutos. Se durante 5 minutos conseguir respirar conscientemente e observar os seus pensamentos e emoções, já é fantástico!

Pode praticar em qualquer altura do dia, o objetivo da meditação é trazer-lhe serenidade e foco  e não se deixar envolver em pensamentos ou emoções negativas.

Mantenha a regularidade

Um dos maiores desafios da meditação – se for novo na prática  – é aprender a gerir as distrações.  Nalguns dias,  pode estar 10 minutos numa meditação repousante mas que de repente é interrompida pelo alarme de um carro ou pela ansiedade provocada pelas notícias. Mas não desanime.

A natureza da mente é divagar.  A nossa função enquanto meditamos é apercebermo-nos de quando começamos a divagar, e gentilmente, regressar à prática, uma e outra vez. Requer disciplina e perseverança.

É sempre diferente: às vezes a mente está mais agitada, outras está mais tranquila e o turbilhão é menor.

A prática não tem por objetivo desligar o ruído mental, mas sim relacionar-se com ele de maneira diferente.

BALANÇO

Quem é a Mafalda?

Chamo-me Mafalda Mendes de Almeida e em 2013, após quase 30 anos de trabalho no mundo Corporate, passei por aquilo que muitos de nós passa – um BALANÇO.

Questões como:

– Sou feliz?

– Quero continuar neste caminho ou quero mudar?

– O que é que quero fazer com a minha vida?

EU DECIDI MUDAR.

O porquê do bloom existir:

A minha paixão pelo cérebro e pelo seu potencial, levaram-me a criar um programa de meditação Mindfulness a que dei o nome de bloom – Focus on the Good e que atua em 4 públicos-alvo:

  • Mindfulness nas Empresas > Recuperar o foco, estimular a concentração, a criatividade e a empatia. 
  • Mindfulness para a Inclusão – (Ex. Reclusos e Cuidadoras de pacientes com Alzheimer) – Diminuir a ansiedade perante o risco de exclusão
  • Mindfulness na Idade Sábia > Trabalhar a memória e ansiedade. 
  • Mindfulness com os Jovens > Trabalhar a atenção, calma e tolerância. 

O que quero oferecer às Pessoas e Porquê o Mindfulness:

Porque nos ensina a estarmos presentes no momento, trabalhando a aceitação da realidade tal como é, sem a julgar e, sobretudo, ensina-nos a DESACELERAR.

Segundo Jon Kabat-Zinn, médico norte-americano, considerado o pai do Mindfulness no mundo Ocidental, momentos de pausa são essenciais para o nosso cérebro, nem que por apenas alguns minutos por dia.

com a prática regular, começa de facto a operar-se uma mudança.

Começamos a ser proativos e não reativos, a ter mais tolerância e compreensão, tornamo-nos empáticos e melhoramos a relação connosco e com os outros – em suma, tornamo-nos seres humanos melhores.

Isto reflete-se no nosso dia-a-dia e também no nosso local de trabalho – se formos colaboradores mais serenos, mais felizes, seremos sem qualquer sombra de dúvida, colaboradores mais eficientes e mais produtivos.

Por último e não menos importante, Mindfulness é uma ferramenta transversal, pois é eficaz em qualquer contexto.

Posso afirmá-lo de “cadeira” por todas as provas passadas em locais tão díspares como Estabelecimentos prisionais, Infantários, Grupos de Cuidadoras de pacientes com Alzheimer avançado, a Idade Sábia (USO – Universidade Sénior de Oeiras) ou Adolescentes (Agrupamento de Escolas Vergílio Ferreira).

Muito Obrigada!

Mafalda Mendes de Almeida