COMO MEDITAR

COMO MEDITAR

Quando meditamos, obtemos benefícios impactantes e de longo prazo na nossa vida: Diminuímos os níveis de stress, tomamos contacto com e aprendemos a gerir melhor a dor, conhecemo-nos melhor, melhoramos o nosso foco e tornamo-nos mais gentis connosco.

Como se aprende a meditar?  Na meditação mindfulness, aprendemos a prestar atenção à respiração à medida que entra e sai e a notar quando a nossa mente se desvia dessa tarefa. Esta prática de regressar à respiração, estimula os músculos da atenção plena/mindfulness.

Quando damos atenção à nossa respiração, estamos a aprender a regressar e a permanecer no momento presente – ancoramo-nos no aqui e agora, com intenção e sem julgamento.

Na prática da atenção plena, estamos a aprender como regressar e permanecer no momento presente – ancorarmos no aqui e agora com propósito e sem julgamento.

A ideia por detrás da atenção plena parece simples – a prática exige paciência. De fato, a conceituada professora de meditação Sharon Salzberg, conta-nos como a sua primeira experiência com meditação lhe mostrou a rapidez com que a mente fica presa noutras tarefas. “Eu pensei, OK, como é que serão 800 respirações antes da minha mente começar a vaguear? E para minha total surpresa, bastou uma respiração e eu já estava a viajar”. Embora a meditação não seja uma cura, é sem dúvida útil pois dá-nos o espaço tão necessário na nossa vida.

Às vezes, é só disto que precisamos para fazer melhores escolhas para nós, para as nossas famílias e as nossas comunidades. E as ferramentas mais importantes que podemos levar para a prática de meditação são um pouco de paciência, alguma gentileza para connosco e um lugar confortável para nos sentarmos.

Uma Meditação Simples para Principiantes

A primeira coisa a esclarecer: o que pretendemos aqui é praticar a atenção plena/mindfulness, não algum processo que magicamente limpa a mente dos incontáveis e infinitos pensamentos que surgem constantemente no nosso cérebro. Estamos apenas a praticar trazer nossa atenção para a respiração e, em seguida, regressar à respiração quando nos apercebemos que nossa atenção se desviou.

  1. Sente-se confortavelmente e prepare-se para ficar quieto durante alguns minutos. Vai simplesmente concentrar-se na inspiração e expiração.
  2. Concentre-se na sua respiração. Onde sente mais a respiração? Na barriga? No nariz? Tente manter a atenção na inspiração e expiração.
  3. Esteja atento à respiração durante dois minutos. Sinta o ar a entrar à medida que os pulmões se expandem e expire, contraindo o tronco.

 Bem vindo. O que aconteceu? Quanto tempo passou antes que a sua mente se afastasse da respiração? Apercebeu-se como a sua mente estava ocupada mesmo sem que a orientasse conscientemente para pensar nalguma coisa específica? Apercebeu-se que já estava envolto em pensamentos antes de voltar a ler isto? Estamos frequentemente envolvidos em pequenos filmes mentais tais como: “Porque é que o meu chefe se quer encontrar comigo amanhã?”

“Eu devia ter ido ao ginásio ontem”. “Tenho para pagar algumas contas” ou (o clássico) “Não tenho tempo para ficar parado, tenho coisas para fazer.”

Nós “praticamos” a atenção plena para podermos aprender a reconhecer quando a nossa mente está a fazer das suas, e talvez conseguir fazer uma pausa disso por apenas um bocadinho para podermos escolher aquilo em que gostaríamos de nos focar.

Se este tipo de distração lhe é familiar (e todos nós o fazemos), fez uma descoberta importante: dito de uma forma simples – é o oposto da atenção plena. É quando vivemos na nossa cabeça, em piloto automático, deixando que os nossos pensamentos vagueiem explorando o futuro ou o passado e, essencialmente, não estando presentes no momento.

Mas é aí que a maioria de nós vive quase todo o tempo – e é bastante desconfortável, se formos honestos, correto? Mas não tem que ser assim.

Nós “praticamos” mindfulness para podermos aprender a reconhecer quando a mente começa a fazer as suas acrobacias habituais, e talvez conseguir fazer uma pausa durante algum tempo, permitindo-nos escolher aquilo em que gostaríamos de nos focar. Em suma, a meditação ajuda-nos a ter um relacionamento muito mais saudável connosco (e, por acréscimo, com os outros).

fonte: Mindful.org, Janeiro 2020